Locação da obra

O que é locação da obra?

Muitas perguntas são feitas quando as pessoas passam pela frente de obras no início e veem aqueles pedaços de madeira cheios de linhas, colocados no terreno que está pronto para a obra. Pois então, tais marcações são responsáveis pela locação da obra, a qual tem extrema importância para o início de qualquer obra.

Após realizar o fechamento do local da obra (cercá-la com tapumes, quando for necessário) a próxima etapa a fazer é locar (marcar) a obra através do gabarito. Ou seja, nada mais é do que literalmente transpassar o projeto confeccionado em papel para o terreno, na escala correta.

Parece até uma brincadeira, mas este é um passo fundamental para a obra, pois qualquer erro mínimo pode comprometer toda a estrutura. No final da marcação será nítido o “cercado” que será feito, com as devidas marcações extremamente fundamentais para a construção. Nesta etapa poderá ter uma noção dos tamanhos dos cômodos e também do tamanho total da obra.

Importância da locação da obra

Este comprometimento ocorre porque durante a locação da obra são demarcados os locais exatos de cada fundação, baldrame, sapata corrida, radier, etc, além da marcação correta da altura da obra. E caso a obra seja iniciada com a marcação errada, temos apenas duas opções: Desmanchar e fazer de novo, ou continuar como está e adaptar o projeto para a obra (isso quando a marcação errada não comprometer as leis e normas vigentes).

Qualquer uma das duas opções irá custar caro, pois desmanchar e fazer de novo custa material e mão de obra, e adaptar o projeto à obra pode gerar o acréscimo de outras fundações e pilares, para respaldar aqueles que não foram construídos no local correto. Ah sim, também devemos lembrar do tempo a mais que deverá ser levado em conta para as correções necessárias, o que atrasará a obra.

A falta de locação da obra também poderá acarretar problemas com os órgãos locais, como a prefeitura. Caso a obra seja marcada em local incorreto, ela pode desrespeitar os recuos obrigatórios do código de obras do município e a taxa de ocupação descrita na guia amarela do imóvel.

Quem deve fazer?

A locação na obra deve ser feita e/ou acompanhada por profissionais responsáveis e capacitados, como topógrafos, engenheiros e geólogos.

Mas antes destes profissionais, o local todo deve ser limpo e terraplanado conforme o projeto. Todos os cortes e aterros já devem estar feitos, deixando o terreno devidamente nivelado. Para tanto, serão necessários outros profissionais além dos já citados, como profissionais para a limpeza da vegetação e, conforme a necessidade, empresas de terraplanagem.

Passo a passo

Após o nivelamento e a limpeza inicial feita, o primeiro procedimento é delimitar corretamente o terreno, e para isto é preciso respeitar as suas medições indicadas no registro do imóvel. A partir disso toma-se um ponto como referência e marcam-se as paredes externas e a altura do imóvel. Neste gabarito das paredes externas é recomendado deixar uma distância entre 1,0 e 1,5 metro entre o gabarito e as localizações exatas das paredes. Isto serve para permitir a movimentação das pessoas e máquinas dentro da marcação da obra, sem que ocorram incidentes que venham a desmarcar a locação.

Para obras de pequeno porte os métodos mais simples e mais utilizados são o processo dos cavaletes e o processo da tábua corrida. A diferença principal entre eles são os materiais utilizados para a demarcações, sendo o primeiro feito com linhas, e o segundo, como o próprio nome diz, com tábuas corridas. O mais indicado é o método das tábuas corridas, pois é mais difícil ocorrer deslocamentos acidentais das marcações, como batidas de carrinhos de mão, tropeços de quem transita pela obra, ou mesmo arrebentamento das linhas devido à sua qualidade. Abaixo mostramos uma imagem de cada método.

 

 

 

Cuidados especiais

Após esta marcação, devem ser conferidos o máximo de pontos possíveis para evitar quaisquer erros de locação. Para uma conferência simples nos cantos da obra, pode-se utilizar o esquadro, conferindo as medidas de cada lado do triângulo. Basta utilizar as medidas do triângulo pitagórico, de lados 3, 4 e 5, ou com as medidas proporcionais como 12, 16 e 20 ou 30, 40 e 50, conforme a figura.

Além das marcações das paredes, devem ser marcados outros pontos fundamentais, como por exemplo as fundações. E para elas podem ser confeccionadas marcações próprias, como a demonstrada na figura abaixo. Executa-se primeiramente o gabarito com as medidas externas, e posteriormente dispõe as linhas devidamente corretas para a marcação do centro, conforme o prumo específico.

 

 

Após as marcações executadas, sugere-se que sejam feitas algumas melhorias como o travamento das marcações com mãos francesas nos cantos e pintura dos cavaletes para que fiquem mais aparentes, evitando incidentes. Também podem ser feitas marcações com tintas para especificar o que cada locação representa no projeto. Por exemplo: numerar as fundações e os pilares, e nomear as paredes de cada cômodo.

Agora é só começar!

Pronto! Feita esta locação corretamente a obra estará em condições de ser erguida!

Precisa de mais detalhes de locação de obra? Ou mesmo de profissionais capacitados para realizar esta marcação? Conte com a Arabika! Somos uma empresa de engenharia apta a conduzir as locações, assim como toda a confecção dos projetos e a execução inteira da obra.

 

Abraço, equipe Arabika.

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Concreto reciclado

Concreto reciclado: uma solução para materiais desperdiçados na obra

O concreto, principal elemento construtivo de muitas obras, constantemente resulta em sobras na construção, seja como uso incorreto (excesso de concreto preparado gerando sobras ou mesmo demora em sua utilização após pronto, o que resulta em sua cura e consequentemente perda de uso correto). No entanto, estas sobras somadas às demolições feitas em outras obras, podem resultar no concreto reciclado. E esta reciclagem de concreto irá contribuir bastante para a sustentabilidade, pois diminuirá a extração dos materiais necessários para a confecção de novos concretos.

Origem do concreto reciclado

Este conceito de concreto reciclado é utilizado há muito tempo em países como Inglaterra, Alemanha, Holanda e Japão. No entanto no Brasil esta tecnologia ainda está em baixa, pois apenas cerca de 5% das obras utilizam esta opção sustentável. A origem do concreto reciclado é feita de sobras de obras novas e de obras de demolições, sendo a contribuição de 50% para cada uma das obras.

Em obras novas e executadas de maneira correta, estima-se que o desperdício de material chegue a até 10% do material entregue. Este desperdício pode ser por sobras previamente planejadas, como margem extra de materiais de acabamento para imprevistos, ou por tocos de cerâmicas e sobras de chapiscos e rebocos. Portanto vale ressaltar um detalhe no início do parágrafo: EXECUTADAS DA MANEIRA CORRETA, pois em obras feitas sem projetos e sem acompanhamento técnico esta porcentagem pode aumentar, e muito!

De todo o material que sobra de obras e demolições, 90% deles podem ser reutilizados. As exceções ficam por conta dos materiais que contenham substâncias contaminantes (como cloretos, produtos químicos fortes e óleos), os pigmentados e os que possuem adições de fibras.

Como reciclar o concreto

Segundo a Votorantim, uma das maiores produtoras de cimento do país, o concreto pode ser reutilizado tanto no estado ainda fresco quanto no estado endurecido.

Para o concreto fresco existem duas formas de reciclar. A primeira é feita pela adição de aditivos estabilizadores que reduzem a velocidade de hidratação do concreto deixando-o fresco por mais tempo. A outra forma é utilizando equipamentos mecânicos que realizam a lavagem forçada do material com água sobre pressão. Isto servirá para que sejam separados o cimento dos agregados.

Já para o concreto endurecido é necessário um britador especial para triturar o material. Porém por ser um triturador de mandíbula de grande porte, é indicado que seja utilizado nas instalações das recicladoras ou nos canteiros de obras maiores que hajam espaço físico para o equipamento.

Dados do concreto reciclado

Este concreto é reutilizado no lugar dos agregados convencionais, podendo substituí-los em até 25%, sem que haja alterações das propriedades mecânicas.

Inicialmente ele é mais indicado para obras não estruturais, como pavimentações e assentamento de tijolos. O seu uso em concretagem de lajes também já foi feito, e os resultados foram muito satisfatórios. Isso se dá porque em alguns casos o concreto reciclado consegue superar os resultados obtidos pelo concreto convencional. Mas o uso deve ser cuidadoso, porque normalmente eles são cerca de 20% mais fracos.

No entanto, se tiver em mãos a tecnologia adequada e realizar a reciclagem correta, este concreto pode ser utilizado em concretos estruturais de 30 a 40 Mpa de resistência.

Dúvidas de como utilizar?

A norma “ABNT NBR 15116 – Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil  – Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos” orienta e dita os conceitos e requisitos necessários para utilizar o concreto reciclado.

E além da norma, a Arabika Engenharia está aqui para lhe orientar no que precisar. Somos uma empresa de engenharia apta a lhe auxiliar, pois sustentabilidade é nossa missão! Afinal um mundo mais sustentável fará bem à todos!!

 

Abraço, equipe Arabika.

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Desperdício de materiais na obra
Crane grab scrap

Desperdício de materiais na obra

Desperdício de materiais na obra, sinônimo de gastos desnecessários e prejuízo ao meio ambiente.

Em uma construção acabamos por pensar que o desperdício de materiais se dá somente pelos entulhos gerados durante a obra. Mas os desperdícios são todo o material que é adquirido e não é utilizado durante a obra, ou então utilizado de maneira incorreta. E quanto maior o desperdício, maior o prejuízo para o meio ambiente.

Para evitarmos o desperdício podemos adotar procedimentos antes, durante e após a utilização dos materiais. E com isto, além de contribuirmos para o meio ambiente, também contribuímos para os nossos bolsos, pois cada material desperdiçado tem o seu custo.

Antes

O primeiro e fundamental procedimento a ser adotado, antes mesmo de iniciar a obra, é algo que já deveria estar inserido no pensamento de todos que querem construir: a confecção dos projetos executivos da obra! Estes projetos irão ditar o quantitativo de material da obra, e quanto maior o respeito aos projetos, mais o desperdício se aproximará do mínimo.

Um fator fundamental para o uso correto dos materiais é a mão de obra que irá executar a obra. Caso a mão de obra não seja qualificada, a perda de dinheiro será certamente multiplicada, pois primeiro terão os gastos normais da mão de obra e dos materiais utilizados, e na sequência, ao começarem os problemas oriundos de uma mão de obra ineficaz, iniciarão os gastos extras com a obra.

Inicialmente terá que pagar para desmanchar o trabalho feito de maneira incorreta e pelo descarte do material desperdiçado. E posteriormente terá que pagar novamente pelo trabalho que será refeito e pelo material que será utilizado novamente. E o pior disso tudo é que se a obra for a sua moradia, e você já estiver habitando, terá que conviver com uma reforma dentro da sua casa, isso sem levar em consideração a possibilidade de ter que residir um tempo fora de casa durante a obra. Portanto é melhor procurar mão de obra pela sua qualificação, e nunca somente pelo valor cobrado.

Ainda mesmo antes de iniciar a obra, devemos tomar mais alguns cuidados para evitar o desperdício, mas agora na parte de compra do material, a qual pode também ser considerada durante a execução da obra. Para a aquisição do material é fundamental verificar a qualidade e a validade, além de seguir criteriosamente as instruções do fabricante.

Percebemos que a palavra PLANEJAMENTO nunca é tão solicitada quanto no início de uma obra, seja pelos gastos materiais, ou seja pelo incômodo físico que poderá se tornar. Portanto o planejamento é necessário em todas as fases da obra, do projeto à execução, da compra do material ao uso do imóvel no pós obra.

Durante

Enquanto a obra está seguindo seu rumo, a organização é extremamente fundamental para evitar o desperdício. A partir do momento que a organização dita o ritmo da sua obra, você não passa somente a evitar o desperdício, mas também passa a ter uma obra com menos prejuízos, menos erros e menos tempo perdido.

Uma dica para manter a organização constante e a obra em perfeitas condições é realizar o monitoramento constante. Mas para este monitoramento procure sempre um profissional capacitado para isto, pois de nada adiantará ter alguém que monitore de maneira incorreta, pois caso contrário, será somente mais uma mão de obra ociosa.

Entrando na parte de desperdício de material durante a execução, alguns itens básicos devem ser respeitados, como o cuidado com o seu manuseio, principalmente se forem materiais frágeis, como louças, cerâmicas e vidros. O manuseio incorreto das peças de porcelanato, por exemplo, pode gerar desperdícios grandes caso sejam quebradas durante o transporte incorreto ou o durante corte descuidado para a sua aplicação.

O armazenamento correto dos materiais também é outro item de extrema importância, e cuidados mínimos são suficientes para não ter desperdícios. Pallets antigos em bom estado ou tábuas usadas apoiadas em tijolos podem simplesmente armazenar sacos de cimento, cal, argamassa e gesso isoladas do chão; materiais devidamente cobertos por um telheiro simples; cerâmicas enfileiradas; tijolos empilhados conforme as quantidades máximas; e agregados abrigados em baias são exemplos fáceis de serem seguidos e que minimizarão o desperdício de material.

Um material que não damos conta do seu desperdício é a água. Item essencial para qualquer tipo de obra, ela pode ser facilmente desperdiçada em qualquer etapa, seja em uma torneira esquecida pingando, seja em uma mangueira furada usada para levar água para a betoneira, ou seja em algum vazamento despercebido da tubulação hidráulica.

Portanto os cuidados corretos com a mão de obra e os materiais são extremamente importantes para minimizar os desperdícios na obra. Itens como madeiras de caixaria, tijolos e revestimentos quebrados, rebocos respingados, concreto que sobrou e tocos de aço estão entre os materiais que mais se desperdiçam, e por serem caros e usados em grande quantidade contribuem significativamente para o desperdício.

Depois

Não existe obra sem resíduos, mas sim a minimização dos resíduos. E se tem resíduos, tem desperdício. E para isso deve-se tomar os devidos cuidados para a destinação correta destes resíduos. Ainda na obra devem ser criados locais específicos para o descarte separado de cada material, destinando espaços para descarte de plásticos, madeiras, ferros, vidros, cerâmicas, papéis, orgânicos, etc.

Vale lembrar que materiais específicos, como madeira e gesso, devem ser colocados em caçambas separadas. Caso contrário eles não terão seu fim correto.

Para tentar conscientizar ainda mais, lembro que o material desperdiçado agride o meio ambiente duas vezes: primeiro em sua produção, e segundo na própria sobra. Você sabia que a indústria cimenteira é uma das mais poluidoras do mundo?

Para finalizar, a famosa frase: EVITE DESPERDÍCIOS!

E esta frase não precisa ser relembrada somente quando o assunto é obra, mas sim em nosso cotidiano. Afinal um mundo sustentável fará bem à todos!!

Um documento que guiará possíveis dúvidas sobre os resíduos de obras é a Resolução CONAMA nº 307, de 05 de julho de 2002. Ela estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil.

 

Precisa construir ou reformar, e quer profissionais capazes e que minimizem ao máximo o desperdício?

Conte a Arabika Engenharia para lhe ajudar! Somos uma empresa de engenharia apta a lhe auxiliar no que precisar.

Abraço, equipe Arabika.

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Tubulação PEX: agilidade e limpeza na obra!

Você já ouviu falar em tubulação PEX?

A tubulação PEX é uma tubulação flexível fabricada em polietileno reticulado, material característico por possuir alta resistência à temperatura, pressões, reações químicas e deformações, além de ter um desempenho hidráulico muito eficiente. Esta tubulação é utilizada como condutores de água quente e fria (inclusive no mesmo tubo), ar condicionado e gás natural ou GLP.

A utilização deste material é extremamente fácil, e são indicados para todos os tipos de obra, como alvenaria convencional ou estrutural, drywall, woodframe, EPS expandido, etc. No entanto o projeto deve ser corretamente adequado ao seu uso, para evitar problemas futuros.

Instalação

A instalação da tubulação PEX é muito simples e não precisa de muitas ferramentas. A tubulação pode ser cortada do tamanho exato conforme a necessidade, e para seu corte é utilizada uma tesoura corta-tubos. Isso facilita o processo porque evita o uso de curvas e conexões na instalação, gerando economia de material e menor tempo de execução.

Para as conexões podem ser utilizados um alargador ou prensa, conforme a necessidade, e também uma ferramenta para deslizar o anel metálico sobre o tubo, gerando automaticamente estanqueidade mecânica entre o cano e a conexão. Há a possibilidade de utilizar kits prontos conforme a necessidade, o que facilita ainda mais o processo.

Uma opção que é muito útil, é a utilização de tubos camisa para a instalação, os quais podem ser as próprias mangueiras de instalação elétrica. Estes tubos são colocados respeitando o projeto hidráulico, e posteriormente passa-se por dentro deles a tubulação PEX.

Em determinados pontos do imóvel instalam-se caixas de distribuição com os divisores, os quais geram os ramais diretos para cada ponto de água, gás ou ar condicionado. Desta maneira é possível realizar a troca da tubulação toda sem precisar quebrar a parede, bastando apenas puxar a tubulação com defeito e colocar a tubulação nova.

Vantagens

Existem muitas vantagens com a utilização deste material, mas as principais são a facilidade de instalação e de manutenção. Esses tubos são vendidos em rolos de 100 ou 50 metros (o que facilita muito o transporte, o armazenamento e o manuseio quando comparado com barras de encanamento) e podem ser cortados no tamanho que for necessário, diminuindo o uso de conectores e evitando a perda de material.

Um fator importante é que, por serem flexíveis, eles não necessitam de curvas, joelhos, cotovelos ou qualquer outra peça para fazer as curvas da instalação. A própria tubulação PEX se molda conforme a necessidade.

A junção deles é feita por conectores sem a necessidade de uso de cola, o que permite desmontar o sistema e reutilizá-lo em outro local, inclusive os conectores. Vale lembrar também que por terem curvas mais abertas, diminuem consideravelmente a perda de carga durante o uso.

Um detalhe desta tubulação é que ela pode ser conectada em tubulações convencionais de PVC, não necessitando da substituição completa da tubulação antiga do imóvel. Elas também são muito resistentes e não sofrem corrosões com o tempo, o que garante uma vida útil de pelo menos 50 anos, pois não são afetadas nem por aditivos do cimento.

Restrições ao uso

Apesar de serem poucas e totalmente previsíveis, existem restrições ao uso da tubulação PEX.

Por se tratarem de tubulações flexíveis, eles não podem ser feitos em grandes diâmetros, pois desta forma eles perderiam flexibilidade e não seria possível realizar as curvas necessárias. Em casos de obras de edifícios, que necessitam de entrada maior de volume de água, as tubulações PEX são utilizadas somente no interior do apartamento. Ou seja, a chegada da água até o relógio do apartamento deve ser conduzida por tubulação convencional com o referido diâmetro calculado no projeto.

A fixação deve ser muito bem feita para que fique bem presa no interior das paredes. Isso deve-se a possibilidade de movimentação da tubulação somente com a sua utilização, por se tratar de tubos muito flexíveis.

E por último devemos lembrar que estas tubulações são feitas para uso interno, sem o contato direto com a luz solar. Caso isto seja necessário deve-se utilizar a tubulação PEX que contém bloqueadores ultravioleta.

Custo benefício

Agora vem a dúvida de sempre: este sistema á muito funcional e fácil, mas justamente devido à isso ele deve ser muito mais caro!

Se formos falar somente dos valores gastos com o material PEX, realmente ele sai mais caro. Porém se colocarmos no papel todos os gastos com tubulação convencional, o PEX sai vencedor.

Isso se deve a soma de todos os valores gastos, como mão-de-obra, tempo de execução, logística, armazenamento e manutenção. E além disso tudo, a economia e a praticidade em possíveis problemas futuros, pois caso seja necessário reparar algum encanamento não é necessário quebrar paredes para isso.

Ainda existem dúvidas sobre tubulação PEX?

Entre em contato com a Arabika. Somos uma empresa de engenharia apta a lhe orientar e retirar todas as suas dúvidas.

Abraço, equipe Arabika.

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Construção em containers
Barbearia Oustache - Container

Construção em containers

Construção em containers

Construção em containers de uma barbearia, sendo 2 containers embaixo e 1 em cima na parte posterior, permitindo um terraço acima do container da frente. A obra tem 120 metros quadrados, sendo um salão de 60 metros quadrados na parte inferior e mais 30 metros quadrados cobertos e 30 metros quadrados de terraço na parte superior.

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Engenheiro civil, por que contratá-lo para a minha obra?

Quando se fala em obra, uma das primeiras coisas que vem à cabeça é os custos elevados que terão que ser pagos ao engenheiro.

E se eu te disser que o custo com um engenheiro civil gira em torno de 0,5 a 0,8% do custo da obra? Isso mesmo, menos de 1% da sua obra! E esta margem somente em cima dos gastos de mão-de-obra e material, sem inserir os custos do terreno e documentações. Ah! E já contando com o acompanhamento do engenheiro em toda a obra.

Caso opte somente pela confecção dos projetos (arquitetônico, estrutural, hidráulico, elétrico e etc.), e confiar a obra para que o seu mestre-de-obras siga os projetos confeccionados pelo engenheiro, o custo com engenheiro será menor, menos de 0,3% do custo final.
Novamente caso insira o valor do terreno e da documentação, este custo será ainda menor, podendo chegar a menos de 0,1% do custo final.

E essas porcentagens se mantêm independentemente do tamanho da construção, pois o valor cobrado pelo engenheiro é baseado na metragem quadrada da obra.

Ainda não te convenci a contratar um engenheiro civil?

Ok! Vamos lá! Vou te mostrar que ao “gastar” com um engenheiro para sua obra, você irá economizar bastante ao final dela. Isso mesmo! Você “gasta” com um engenheiro, mas ao fazer as contas no final da obra, você verá que economizou mais do que se tivesse feito sem engenheiro. E além disso, com certeza evitará dores de cabeça desnecessárias, as quais um engenheiro poderá evitá-las antes mesmo que ocorram.

Antes de construir qualquer imóvel do zero, ou simplesmente aumentar o seu imóvel já existente, é de importância fundamental que sejam consultados dois documentos da sua cidade: a guia amarela e o código de obras do município. Estes serão os “gurus” para a obra correta e a averbação do seu imóvel. Vou traduzir o que isso tudo significa.

Guia amarela

A guia amarela irá informar o que pode ser construído no terreno, conforme diversos fatores diretamente proporcionais à localização do terreno. Talvez você já tenha se perguntado: por que neste bairro não tem prédios? Por que nesta região da cidade só tenham prédios baixos? Ou por que não tem nenhuma indústria no meu bairro? Ou por que tem que existir grama no imóvel ao invés de a obra ocupar todo o terreno, para que possa ser maior?

Todas essas e outras perguntas podem ser respondidas baseando-se na guia amarela do seu imóvel. Ela irá dizer o que pode ser construído no terreno; a altura do imóvel (sim, se pode ser casa térrea, sobrado, prédio de até 4 andares, etc., tudo isso baseado nos limites da Anatel e da Aeronáutica. A guia amarela lhe informa até o que a aeronáutica lhe permite construir, devido à proximidade de aeroportos e zonas de tráfego aéreo, e a limitação da Anatel para que não prejudiquem as transmissões das ondas sonoras de telecomunicação no interior da cidade); a taxa de ocupação (o quanto pode ser utilizado do terreno conforme a projeção); a taxa de permeabilidade (o quanto deve ser deixado com grama para que a água da chuva possa ser absorvida e evitar alagamentos e enchentes); etc.

Para citar como exemplo, em Curitiba conseguimos a guia amarela gratuitamente no site da prefeitura municipal. Basta apenas ter em mãos a Inscrição imobiliária ou a Indicação Fiscal, presentes no talão de IPTU do imóvel.

Código de obras

Já o código de obras irá lhe informar outros fatores que não constam na guia amarela, pois o código é mais abrangente e segue as mesmas regras para a cidade toda, não dividindo em zonas como a guia amarela. Neste documento pode ser conferido itens como o recuo obrigatório da frente dos imóveis; o que é preciso respeitar para fazer janelas nas laterais dos imóveis; a área que será computada conforme o tamanho dos beirais e sacadas; etc.

O código de obras pode ser obtido no site de leis municipais de Curitiba.

E são nestas duas regulamentações que os engenheiros se baseiam para confeccionar os projetos e executar a obra. Afinal você já imaginou construir toda a sua obra e no final ter que alterar algum item fundamental como retirar uma janela, diminuir um beiral, ou em casos piores, ter que recuar sua casa 2 metros para trás? Pois é, se tiver um engenheiro desde o início da obra ele irá te orientar e projetar conforme as normas vigentes. Ah sim, e caso a obra não tenha projetos confeccionados conforme as normas vigentes e aprovados na prefeitura, a área construída não poderá ser averbada na matrícula do imóvel, o que consequentemente irá prejudicar bastante em uma venda do mesmo.

Economia de material

Outro item que será evitado em sua obra é o desperdício de material e/ou uso incorreto dos materiais. Já se foi a época em que bastava construir com vigas e pilares enormes e fazer paredes grossas para evitar problemas futuros.

Um dos principais objetivos de um engenheiro é construir com o melhor custo benefício! Para cada tipo de obra serão realizados os estudos necessários para que se construa com o mínimo de material e o máximo de segurança possíveis. O engenheiro realizará todos os cálculos necessários para que se tenha uma obra mais econômica com toda a segurança necessária. E claro, principalmente para evitar retrabalhos na execução, o que gera mais custos e tempo desperdiçado.

Evitando incômodos futuros

E quer evitar futuras dores de cabeça? Contrate um engenheiro civil para acompanhar a sua obra! Ele saberá orientar os construtores em cada tipo específico de obra. Afinal a experiência deve andar lado a lado com a inovação.

Por mais que o mestre de obras saiba muito sobre a parte prática, a constância da atualização de métodos e materiais construtivos pelo engenheiro é fundamental para implantar a segurança necessária com a economia certa. Desta forma serão evitados incômodos futuros com a construção, como rachaduras, infiltrações, desprendimento de cerâmicas, e outros.

Engenheiro civil, a pessoa certa para sua obra!

E então, te convenci que o engenheiro não é o vilão do seu orçamento?
Somando todos os gastos que podem ocorrer durante e após a obra concluída, com certeza a contratação de um engenheiro será o menor deles!

Ainda tem dúvidas? Entre em contato com conosco. Somos uma empresa de engenharia pronta para te ajudar a economizar com segurança.

Abraços, equipe Arabika.

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