Sistema construtivo Adobe

Sistema construtivo Adobe: passado ou futuro?

Você já imaginou que algo tão antigo pudesse ser tão atual, e ainda por cima ser sustentável? Pois então você precisa conhecer o sistema construtivo Adobe!

Cidade de Bam, sudeste do Irã. Feita com Adobe em volta de 500 a.C.Obras em Adobe são tão antigas, que são literalmente citadas no capítulo V, do Êxodo, um dos livros mais antigos da Bíblia. Ele também foi bastante utilizado no Antigo Egito e Mesopotâmia. A maior construção em Adobe do mundo é a cidadela antiga de Arg-é Bam, localizada no sudeste do Irã, construída em 500 a.C., a qual pode ser vista na foto ao lado.

E o Adobe é tão antigo quanto simples, pois sua composição necessita de apenas três materiais abundantes e sustentáveis, capazes de serem devolvidos para o meio ambiente após sua vida útil: barro, fibra natural e água… E devido à esta simplicidade, torna-se uma obra de baixo custo. No entanto não significa que não seja boa ou duradoura. Isso é comprovado pela cidadela citada acima, pois ela foi habitada até 1850, perdurando por mais de 2300 anos.

Para termos noção de quanto este tipo de obra é importante, atualmente metade da população mundial reside em casas de barro. Mas infelizmente a maioria em regiões de extrema pobreza (como países africanos) devido ao baixo custo da obra. Contudo outras regiões também utilizam este sistema, como: regiões áridas (como nosso nordeste e deserto do Atacama) e cidades históricas do nosso Brasil (como Ouro Preto). Há ainda construções de Adobe em locais com altos investimentos financeiros, como a universidade Harvard e um hotel 5 estrelas em Sydney. E mais um exemplo de durabilidade, vai uma dica: a muralha da China utilizou Adobe em sua construção!

Características do sistema construtivo Adobe

Esse padrão de obra é muito utilizado em regiões de clima quente e seco, mas nada impede que sejam utilizados em outros ambientes. Sua utilização em regiões secas se deve ao fato de este material trazer conforto térmico ao imóveis, sem a necessidade de aparelhos específicos para esta finalidade.

O clima quente e seco se caracteriza por dias com bastante calor e noites com quedas bruscas de temperatura. E o barro presente no Adobe é perfeito para deixar a temperatura fresca durante o dia e manter a temperatura interna mais quente durante a noite fria, devido à absorção de calor durante o dia. Trocando em miúdos, ele absorve calor ao longo do dia, o qual é utilizado durante a noite para manter a casa aquecida. E na manhã seguinte a casa estará fria novamente, pronta para receber o calor do sol e ir se aquecendo o dia todo, ficando novamente pronta para o período noturno.

O sistema construtivo Adobe, junto com outras construções antigas e sustentáveis como pau a pique, taipa de pilão, cob e relva, foram muito utilizadas até o início da industrialização do século XIX, quando foram aos pouco sendo deixadas de lado para dar preferência às práticas modernas de construção. Mas felizmente a sociedade está novamente voltando os olhares para práticas sustentáveis, e o Adobe está ressurgindo.

Produção da matéria prima

Inicialmente, como toda obra, é necessário ter cuidados especiais com a fundação. O Adobe deve ser construído em cima de rochas firmes e impermeáveis. Claro que também é possível executar acima de fundações convencionais de concreto, mas fugiríamos da prática sustentável.

Estas rochas devem estar pelo menos meio metro acima do solo, evitando o contato direto do Adobe com este, para evitar a umidade. Para a construção em Adobe, é indicado um período mais seco, para que a chuva não atrapalhe o tempo de cura do barro. Isto porque enquanto está úmido, a argila pode se soltar facilmente, ocasionando mudanças de formatos e medidas. Porém após terminada a construção, não há problemas quanto à incidência de chuvas, pois a durabilidade é grande.Amassando barro para confeccionar os tijolos.

A confecção dos tijolos é extremamente fácil. E o principal, pode ser realizada no mesmo local da obra, evitando gastos extras com deslocamentos. Basta ter o material (que pode ser extraído no terreno no local da obra), um buraco e água. E claro, a mão humana. Ou melhor, o pé humano….

Primeiramente faz um buraco na terra, o suficiente para que uma ou duas pessoas possam pisar dentro dele. Em seguida coloca o barro (argila). Se o barro estiver seco, é necessário quebrá-lo e esfarelá-lo antes de adicioná-lo. É neste momento que adicionamos a palha, ou qualquer outra fibra natural, e aos poucos vai acrescentando água. Enquanto isso, é necessário ir pisoteando o barro com a palha e a água dentro do buraco.

Aos poucos essa mistura vai dando liga, e neste momento não se adiciona mais água. No entanto, caso queira dar mais estabilidade ao conteúdo, pode adicionar um pouco de cal. Há ainda casos em que adicionam esterco seco de cavalo ou de vaca para contribuir com a fibra. Mas não se preocupe, porque este esterco seco não irá desprender nenhum cheiro após pronto. A fibra tem a função de diminuir as fissuras e a retração no processo de cura, e também contribuir para os esforços de tração solicitados aos tijolos durante a vida útil.

Confecção dos tijolos

Formas com tijolos de barro.Após pronta, a mistura é colocada em formas pré-fabricadas de madeira, com medidas de 40x20x15 cm. Para a secagem, são colocados no sol, ou mesmo na sombra, pelo prazo de 10 dias, virando a cada dois dias. Uma dica é umedecer a forma antes de colocar a mistura dentro, para que facilite seu desprendimento no final. Como teste, pode-se colocar o tijolo em cima de dois outros tijolos, espaçados de 30 centímetros, e caso não haja rachaduras após um dia, o tijolo está pronto para uso!

O acabamento é dado com o próprio barro, utilizando-o como reboco dos tijolos. Para esta finalidade basta fazer a mesma mistura e passar nas paredes, pois desta forma irá vedar todas as possíveis frestas que existam. Finalmente a pintura pode ser feita com cal, ou mesmo com tinta ecológica, assunto de outro post do nosso blog.Paredes de Adobe.

Por não ser cozido para secar, existe a possibilidade de triturar o tijolo e retorná-lo ao seu estado original, anterior ao uso.

Vantagens do sistema construtivo Adobe

A principal vantagem do Adobe é a sustentabilidade, e por consequência o seu baixo custo. Para sua fabricação, é utilizado 1% do gasto energético quando comparado com a fabricação de alvenaria convencional. E por analogia à isto, ao compararmos os gastos totais, o Adobe custa cerca de 10% do valor de uma construção convencional.

Como sugerimos, o Adobe pode ser fabricado diretamente no local da obra. Isso facilita o processo e permite conceder características únicas à construção, pois a argila varia conforme cada região. A rapidez na fabricação dos tijolos também é muito vantajosa.

Como já citamos, o conforto térmico do Adobe é uma característica fundamental. Portanto é justamente isso que justifica seu uso intenso em locais de climas quentes e secos. A variação térmica de uma casa comum é alta, podendo chegar a 17°C ao amanhecer e 34°C no final do dia. Já no Adobe essa variação diminui muito, indo de 22°C à 28°C. Isto porque o barro presente na construção acumula umidade durante a noite, e libera durante o dia, refrescando e purificando o ambiente. E isso também ocorre porque o sistema construtivo “respira”. Sim, respira, devido à ao material orgânico do material, da mesma maneira que as tintas ecológicas respiram, como dissemos no nosso outro post. E qual a principal vantagem disso? Não permite que seja gerado mofo no ambiente! Perfeito, não?

E como mais um fator sustentável, a poluição gerada na fabricação do Adobe é nula! Isso se deve justamente ao fato de não precisar de nenhum procedimento industrial. E a cura dos tijolos é feita pelo próprio tempo, sem precisar cortar árvores para utilizar como lenha, como nos fornos para secar tijolos de cerâmica.

Cuidados necessários

Mesmo sendo altamente sustentável e considerado o método mais sustentável de construção, o Adobe possui alguns itens que devem ser respeitados.

O contato do material com a chuva deve ser evitado até que a cura seja completa, para que seque e fique apto a receber as intempéries do tempo. Para auxiliar ainda mais na durabilidade, é aconselhável revestir as paredes (rebocar com o próprio Adobe) e fazer a obra com beirais.

A obra com Adobe normalmente suporta apenas um pavimento. Como sabemos, existem obras grandes com Adobe, com mais de um pavimento, porém precisam de estudos estruturais específicos. A sua padronização também não é perfeita, pois além de variar conforme a região, o barro contrai um pouco durante a sua cura, podendo aparecer fissuras. Para evitar isto é necessário umedecer o local diariamente até a sua cura completa.

Sustentabilidade é a palavra chave

Após lermos tudo isso, dá ou não dá aquela vontade de construirmos e ao mesmo tempo colaborarmos para o meio ambiente? Para te motivar, seguem algumas fotos de obras com sistema construtivo Adobe.

Igreja San Pedro de Atacama, Chile.

Vista interna da Igreja San Pedro de Atacama, Chile.
Comunidade Socaire, Chile.

Comunidade Machuca, Chile.

Casa Pueblo, Punta del Este, Uruguai

Brincadeiras à parte, mas sim! O casa do João de Barro é uma “obra” com sistema construtivo Adobe, pois ele utiliza barro, fibras e água na sua construção!

Venha ser sustentável conosco! Temos certeza que será uma opção econômica, agradável e a natureza agradecerá!!

Somos uma empresa de engenharia apta a orientar e construir, do convencional ao sustentável!

Abraço, equipe Arabika.

 

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Tipos de tintas

Qual dos tipos de tinta devo usar para minha obra?

É normal ficarmos em dúvida na hora de pintar e levarmos algum tempo para escolhermos a cor. E só então lembramos de outro detalhe: qual dos tipos de tintas é o ideal para a minha obra ou reforma?

No mercado existem diversos tipos de tinta, desde a mais barata, até a mais resistente. E isso não quer dizer que tenha sempre que comprar tintas extremamente resistentes. Não só podemos, mas devemos sim verificar qual a finalidade do local a ser pintado, e para o quê ele terá que resistir.

Sendo assim iremos aplicar a tinta ideal para cada situação. E somente após isto poderemos escolher entre uma tinta que será mais resistente à água, ou uma que será mais fosca, ou então uma tinta específica para cobrir uma estrutura metálica.

Ah sim, vale lembrar que tanto a cor quanto o tipo irão ditar a quantidade de tinta necessária para dar cobrimento ao local a ser pintado.

 

TINTA LÁTEX PVA

De todos os tipos de tintas, é a mais utilizada, indicada para aquelas pinturas mais simples e para paredes com diversos tipos de acabamento: reboco, gesso, concreto, fibrocimento ou massa corrida, porém possui apenas acabamento fosco.

É indicada para áreas internas que não precisem de manutenção periódica. Isso por possuírem pouca resistência ao sol, além de não ser resistente à lavagem e ter acabamento fosco.

A vantagem dela é que é econômica e sua secagem é rápida. Um outro fato bacana dela é que ela é fácil de limpar caso espirre em outro revestimento.

TINTA ACRÍLICA

A tinta acrílica é como se fosse uma látex aperfeiçoada, pois as duas são a base d’água, possuem rápida secagem e baixo odor. Porém a acrílica pode ser utilizada em outros lugares em que a látex não é indicada, como em áreas externas, pois é resistente às intempéries do tempo. Ela também pode ser utilizada em outras áreas úmidas, como lavanderias, banheiros e cozinhas.

Esta tinta possui acabamento fosco, semibrilho ou acetinado. A opção fosca é a que menos aparenta imperfeições no acabamento, porém não é tão resistente à lavagem.

TINTA ACRÍLICA SUPERLAVÁVEL

Como o próprio nome diz, esta tinta pode ser lavada com água e detergente neutro. Após aplicada ela forma uma película bastante resistente, com acabamento acetinado. É indicada para locais com grande trafego e que precisem de lavagens periódicas, como comércios e casas com crianças.

TINTA EPÓXI

A tinta epóxi é fabricada à base d’água ou de solvente, e é um dos tipos de tintas mais resistentes. E justamente por isso é indicada para locais que necessitem de tintas específicas.

O epóxi à base d’água pode ser fabricado em acabamento brilhante ou acetinado, e possui grande resistência à umidade e aderência à superfícies lisas. Ele é indicado para pinturas em paredes de cerâmicas, como azulejos e pastilhas, em banheiros, cozinhas e lavanderias.

Já o acabamento do epóxi à base de solvente possui somente acabamento brilhante, e grande resistência à abrasão e à produtos químicos, podendo também ficar diretamente em contato com a água. Por estas características é muito indicado para pinturas de caixas d’água (exceto piscinas) e banheiras, além de pisos de garagens, industrias e comércios, por possuir grande resistência mecânica.

A epóxi é a tinta que veio substituir a antiga tinta a óleo.

TINTA À ÓLEO

Ela é fabricada em acabamento fosco ou brilhante. Por ser feita à base de óleo, contribui para a impermeabilização da superfície, podendo ser utilizada em madeiras, metais e paredes. É uma tinta lavável e durável, e pode ser utilizada tanto internamente quanto externamente.

ESMALTE SINTÉTICO

Inicialmente fabricada à base de solventes, hoje a maioria é fabricada à base d’água, contribuindo para o meio ambiente. Além disso, a produzida à base d’água possui baixo odor, secagem mais rápida e não amarela com o tempo.

Essas tintas são feitas propriamente para pinturas de materiais de madeira ou metais. Após sua aplicação forma-se uma película na superfície, podendo ter acabamento acetinado, brilhante ou fosco.

O inconveniente desta tinta é que ela é mais cara que as demais, possui odores fortes e secagem demorada. Por formar uma película de proteção, não recomenda-se seu uso em paredes, pois pode formar bolhas ou descascamento.

TINTA VERNIZ

Trata-se de uma tinta feita a partir de solventes, e sua composição liquida após a secagem forma uma camada protetora sobre a madeira, superfície para qual é indicada. O verniz pode ser pigmentado e adicionar um aspecto mais nobre à madeira.

Dentre os vernizes, existem o verniz acrílico (indicado para a impermeabilização de alvenaria, telha de barro e concreto aparente, por possuir boa resistência ao mofo); verniz poliuretano (ideal para superfícies internas e externas de madeira, como embarcações, móveis de bares e portas, por possuir ótima resistência à maresia e ao atrito); e verniz fenólico (possui uma cor avermelhada e única, como nenhum outro produto, e por isso é utilizado para tingimento e impermeabilização de madeira, além de dar perfeito acabamento ao reboco ou concreto).

TINTA EMBORRACHADA

Por ser mais resistente ao efeito do tempo e não descascar e nem desbotar, é ideal para ambientes externos. E além disso tudo, ainda previne o mofo nas paredes. Com acabamento fosco, é capaz de cobrir defeitos como trincas. Isso se deve ao seu efeito emborrachado capaz de suportar possíveis movimentos das paredes.

Esta tinta também é utilizada para melhorar a impermeabilização de telhados.

TEXTURA

Normalmente a textura é mais utilizada para acabamento externos nas obras. Isto porque aparenta um acabamento rústico e cobre defeitos aparentes nas superfícies. Ela pode vir com partículas semelhantes à areia, sendo utilizada como decoração. Uma vantagem dela é que pode ser aplicada direto no reboco, sem precisar embossar a parede.

Após ver os tipos de tintas, é hora de focar na qualidade e especifidade

Após selecionar o tipo de tinta que você precisa, é hora de escolher a qualidade. Busque sempre por marcas com mais tradição no mercado, para que não tenha dessabor de ter de ficar repintando o local. Lojas próprias de tintas são os locais mais indicados, por possuírem variedades de marcas e padrões.

Procure também harmonizar a tinta com o restante do ambiente, principalmente com os possíveis revestimentos existentes no local. As tintas influenciam diretamente no ambiente, interferindo nas impressões de tamanhos e iluminações.

Ainda assim possui dúvidas sobre qual tinta utilizar? Conte conosco! Somos uma empresa de engenharia apta a lhe orientar e executar sua obra, sempre com responsabilidade e ideias sustentáveis.

 

Abraço, equipe Arabika.

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Locação da obra

O que é locação da obra?

Muitas perguntas são feitas quando as pessoas passam pela frente de obras no início e veem aqueles pedaços de madeira cheios de linhas, colocados no terreno que está pronto para a obra. Pois então, tais marcações são responsáveis pela locação da obra, a qual tem extrema importância para o início de qualquer obra.

Após realizar o fechamento do local da obra (cercá-la com tapumes, quando for necessário) a próxima etapa a fazer é locar (marcar) a obra através do gabarito. Ou seja, nada mais é do que literalmente transpassar o projeto confeccionado em papel para o terreno, na escala correta.

Parece até uma brincadeira, mas este é um passo fundamental para a obra, pois qualquer erro mínimo pode comprometer toda a estrutura. No final da marcação será nítido o “cercado” que será feito, com as devidas marcações extremamente fundamentais para a construção. Nesta etapa poderá ter uma noção dos tamanhos dos cômodos e também do tamanho total da obra.

Importância da locação da obra

Este comprometimento ocorre porque durante a locação da obra são demarcados os locais exatos de cada fundação, baldrame, sapata corrida, radier, etc, além da marcação correta da altura da obra. E caso a obra seja iniciada com a marcação errada, temos apenas duas opções: Desmanchar e fazer de novo, ou continuar como está e adaptar o projeto para a obra (isso quando a marcação errada não comprometer as leis e normas vigentes).

Qualquer uma das duas opções irá custar caro, pois desmanchar e fazer de novo custa material e mão de obra, e adaptar o projeto à obra pode gerar o acréscimo de outras fundações e pilares, para respaldar aqueles que não foram construídos no local correto. Ah sim, também devemos lembrar do tempo a mais que deverá ser levado em conta para as correções necessárias, o que atrasará a obra.

A falta de locação da obra também poderá acarretar problemas com os órgãos locais, como a prefeitura. Caso a obra seja marcada em local incorreto, ela pode desrespeitar os recuos obrigatórios do código de obras do município e a taxa de ocupação descrita na guia amarela do imóvel.

Quem deve fazer?

A locação na obra deve ser feita e/ou acompanhada por profissionais responsáveis e capacitados, como topógrafos, engenheiros e geólogos.

Mas antes destes profissionais, o local todo deve ser limpo e terraplanado conforme o projeto. Todos os cortes e aterros já devem estar feitos, deixando o terreno devidamente nivelado. Para tanto, serão necessários outros profissionais além dos já citados, como profissionais para a limpeza da vegetação e, conforme a necessidade, empresas de terraplanagem.

Passo a passo

Após o nivelamento e a limpeza inicial feita, o primeiro procedimento é delimitar corretamente o terreno, e para isto é preciso respeitar as suas medições indicadas no registro do imóvel. A partir disso toma-se um ponto como referência e marcam-se as paredes externas e a altura do imóvel. Neste gabarito das paredes externas é recomendado deixar uma distância entre 1,0 e 1,5 metro entre o gabarito e as localizações exatas das paredes. Isto serve para permitir a movimentação das pessoas e máquinas dentro da marcação da obra, sem que ocorram incidentes que venham a desmarcar a locação.

Para obras de pequeno porte os métodos mais simples e mais utilizados são o processo dos cavaletes e o processo da tábua corrida. A diferença principal entre eles são os materiais utilizados para a demarcações, sendo o primeiro feito com linhas, e o segundo, como o próprio nome diz, com tábuas corridas. O mais indicado é o método das tábuas corridas, pois é mais difícil ocorrer deslocamentos acidentais das marcações, como batidas de carrinhos de mão, tropeços de quem transita pela obra, ou mesmo arrebentamento das linhas devido à sua qualidade. Abaixo mostramos uma imagem de cada método.

 

 

 

Cuidados especiais

Após esta marcação, devem ser conferidos o máximo de pontos possíveis para evitar quaisquer erros de locação. Para uma conferência simples nos cantos da obra, pode-se utilizar o esquadro, conferindo as medidas de cada lado do triângulo. Basta utilizar as medidas do triângulo pitagórico, de lados 3, 4 e 5, ou com as medidas proporcionais como 12, 16 e 20 ou 30, 40 e 50, conforme a figura.

Além das marcações das paredes, devem ser marcados outros pontos fundamentais, como por exemplo as fundações. E para elas podem ser confeccionadas marcações próprias, como a demonstrada na figura abaixo. Executa-se primeiramente o gabarito com as medidas externas, e posteriormente dispõe as linhas devidamente corretas para a marcação do centro, conforme o prumo específico.

 

 

Após as marcações executadas, sugere-se que sejam feitas algumas melhorias como o travamento das marcações com mãos francesas nos cantos e pintura dos cavaletes para que fiquem mais aparentes, evitando incidentes. Também podem ser feitas marcações com tintas para especificar o que cada locação representa no projeto. Por exemplo: numerar as fundações e os pilares, e nomear as paredes de cada cômodo.

Agora é só começar!

Pronto! Feita esta locação corretamente a obra estará em condições de ser erguida!

Precisa de mais detalhes de locação de obra? Ou mesmo de profissionais capacitados para realizar esta marcação? Conte com a Arabika! Somos uma empresa de engenharia apta a conduzir as locações, assim como toda a confecção dos projetos e a execução inteira da obra.

 

Abraço, equipe Arabika.

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Concreto reciclado

Concreto reciclado: uma solução para materiais desperdiçados na obra

O concreto, principal elemento construtivo de muitas obras, constantemente resulta em sobras na construção, seja como uso incorreto (excesso de concreto preparado gerando sobras ou mesmo demora em sua utilização após pronto, o que resulta em sua cura e consequentemente perda de uso correto). No entanto, estas sobras somadas às demolições feitas em outras obras, podem resultar no concreto reciclado. E esta reciclagem de concreto irá contribuir bastante para a sustentabilidade, pois diminuirá a extração dos materiais necessários para a confecção de novos concretos.

Origem do concreto reciclado

Este conceito de concreto reciclado é utilizado há muito tempo em países como Inglaterra, Alemanha, Holanda e Japão. No entanto no Brasil esta tecnologia ainda está em baixa, pois apenas cerca de 5% das obras utilizam esta opção sustentável. A origem do concreto reciclado é feita de sobras de obras novas e de obras de demolições, sendo a contribuição de 50% para cada uma das obras.

Em obras novas e executadas de maneira correta, estima-se que o desperdício de material chegue a até 10% do material entregue. Este desperdício pode ser por sobras previamente planejadas, como margem extra de materiais de acabamento para imprevistos, ou por tocos de cerâmicas e sobras de chapiscos e rebocos. Portanto vale ressaltar um detalhe no início do parágrafo: EXECUTADAS DA MANEIRA CORRETA, pois em obras feitas sem projetos e sem acompanhamento técnico esta porcentagem pode aumentar, e muito!

De todo o material que sobra de obras e demolições, 90% deles podem ser reutilizados. As exceções ficam por conta dos materiais que contenham substâncias contaminantes (como cloretos, produtos químicos fortes e óleos), os pigmentados e os que possuem adições de fibras.

Como reciclar o concreto

Segundo a Votorantim, uma das maiores produtoras de cimento do país, o concreto pode ser reutilizado tanto no estado ainda fresco quanto no estado endurecido.

Para o concreto fresco existem duas formas de reciclar. A primeira é feita pela adição de aditivos estabilizadores que reduzem a velocidade de hidratação do concreto deixando-o fresco por mais tempo. A outra forma é utilizando equipamentos mecânicos que realizam a lavagem forçada do material com água sobre pressão. Isto servirá para que sejam separados o cimento dos agregados.

Já para o concreto endurecido é necessário um britador especial para triturar o material. Porém por ser um triturador de mandíbula de grande porte, é indicado que seja utilizado nas instalações das recicladoras ou nos canteiros de obras maiores que hajam espaço físico para o equipamento.

Dados do concreto reciclado

Este concreto é reutilizado no lugar dos agregados convencionais, podendo substituí-los em até 25%, sem que haja alterações das propriedades mecânicas.

Inicialmente ele é mais indicado para obras não estruturais, como pavimentações e assentamento de tijolos. O seu uso em concretagem de lajes também já foi feito, e os resultados foram muito satisfatórios. Isso se dá porque em alguns casos o concreto reciclado consegue superar os resultados obtidos pelo concreto convencional. Mas o uso deve ser cuidadoso, porque normalmente eles são cerca de 20% mais fracos.

No entanto, se tiver em mãos a tecnologia adequada e realizar a reciclagem correta, este concreto pode ser utilizado em concretos estruturais de 30 a 40 Mpa de resistência.

Dúvidas de como utilizar?

A norma “ABNT NBR 15116 – Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil  – Utilização em pavimentação e preparo de concreto sem função estrutural – Requisitos” orienta e dita os conceitos e requisitos necessários para utilizar o concreto reciclado.

E além da norma, a Arabika Engenharia está aqui para lhe orientar no que precisar. Somos uma empresa de engenharia apta a lhe auxiliar, pois sustentabilidade é nossa missão! Afinal um mundo mais sustentável fará bem à todos!!

 

Abraço, equipe Arabika.

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Desperdício de materiais na obra
Crane grab scrap

Desperdício de materiais na obra

Desperdício de materiais na obra: sinônimo de gastos desnecessários e prejuízo ao meio ambiente.

Em uma construção acabamos por pensar que o desperdício de materiais se dá somente pelos entulhos gerados durante a obra. Mas os desperdícios são todo o material que é adquirido e não é utilizado durante a obra, ou então utilizado de maneira incorreta. E quanto maior o desperdício, maior o prejuízo para o meio ambiente.

Para evitarmos o desperdício podemos adotar procedimentos antes, durante e após a utilização dos materiais. E com isto, além de contribuirmos para o meio ambiente, também contribuímos para os nossos bolsos, pois cada material desperdiçado tem o seu custo.

Antes

O primeiro e fundamental procedimento a ser adotado, antes mesmo de iniciar a obra, é algo que já deveria estar inserido no pensamento de todos que querem construir: a confecção dos projetos executivos da obra! Estes projetos irão ditar o quantitativo de material da obra, e quanto maior o respeito aos projetos, mais o desperdício se aproximará do mínimo.

Um fator fundamental para o uso correto dos materiais é a mão de obra que irá executar a obra. Caso a mão de obra não seja qualificada, a perda de dinheiro será certamente multiplicada, pois primeiro terão os gastos normais da mão de obra e dos materiais utilizados, e na sequência, ao começarem os problemas oriundos de uma mão de obra ineficaz, iniciarão os gastos extras com a obra.

Mas por que será multiplicada a perda de dinheiro?

Inicialmente terá que pagar para desmanchar o trabalho feito de maneira incorreta e pelo descarte do material desperdiçado. E posteriormente terá que pagar novamente pelo trabalho que será refeito e pelo material que será utilizado novamente. E o pior disso tudo é que se a obra for a sua moradia, e você já estiver habitando, terá que conviver com uma reforma dentro da sua casa, isso sem levar em consideração a possibilidade de ter que residir um tempo fora de casa durante a obra. Portanto é melhor procurar mão de obra pela sua qualificação, e nunca somente pelo valor cobrado.

Ainda mesmo antes de iniciar a obra, devemos tomar mais alguns cuidados para evitar o desperdício, mas agora na parte de compra do material, a qual pode também ser considerada durante a execução da obra. Para a aquisição do material é fundamental verificar a qualidade e a validade, além de seguir criteriosamente as instruções do fabricante.

Percebemos que a palavra PLANEJAMENTO nunca é tão solicitada quanto no início de uma obra, seja pelos gastos materiais, ou seja pelo incômodo físico que poderá se tornar. Portanto o planejamento é necessário em todas as fases da obra, do projeto à execução, da compra do material ao uso do imóvel no pós obra.

Durante

Enquanto a obra está seguindo seu rumo, a organização é extremamente fundamental para evitar o desperdício. A partir do momento que a organização dita o ritmo da sua obra, você não passa somente a evitar o desperdício, mas também passa a ter uma obra com menos prejuízos, menos erros e menos tempo perdido.

Uma dica para manter a organização constante e a obra em perfeitas condições é realizar o monitoramento constante. Mas para este monitoramento procure sempre um profissional capacitado para isto, pois de nada adiantará ter alguém que monitore de maneira incorreta, pois caso contrário, será somente mais uma mão de obra ociosa.

Entrando na parte de desperdício de material durante a execução, alguns itens básicos devem ser respeitados, como o cuidado com o seu manuseio, principalmente se forem materiais frágeis, como louças, cerâmicas e vidros. O manuseio incorreto das peças de porcelanato, por exemplo, pode gerar desperdícios grandes caso sejam quebradas durante o transporte incorreto ou o durante corte descuidado para a sua aplicação.

Armazenamento e água: dicas importantes para o “durante”!

O armazenamento correto dos materiais também é outro item de extrema importância, e cuidados mínimos são suficientes para não ter desperdícios. Pallets antigos em bom estado ou tábuas usadas apoiadas em tijolos podem simplesmente armazenar sacos de cimento, cal, argamassa e gesso isoladas do chão; materiais devidamente cobertos por um telheiro simples; cerâmicas enfileiradas; tijolos empilhados conforme as quantidades máximas; e agregados abrigados em baias são exemplos fáceis de serem seguidos e que minimizarão o desperdício de material.

Um material que não damos conta do seu desperdício é a água. Item essencial para qualquer tipo de obra, ela pode ser facilmente desperdiçada em qualquer etapa, seja em uma torneira esquecida pingando, seja em uma mangueira furada usada para levar água para a betoneira, ou seja em algum vazamento despercebido da tubulação hidráulica.

Portanto os cuidados corretos com a mão de obra e os materiais são extremamente importantes para minimizar os desperdícios na obra. Itens como madeiras de caixaria, tijolos e revestimentos quebrados, rebocos respingados, concreto que sobrou e tocos de aço estão entre os materiais que mais se desperdiçam, e por serem caros e usados em grande quantidade contribuem significativamente para o desperdício.

Depois

Não existe obra sem resíduos, mas sim a minimização dos resíduos. E se tem resíduos, tem desperdício. E para isso deve-se tomar os devidos cuidados para a destinação correta destes resíduos. Ainda na obra devem ser criados locais específicos para o descarte separado de cada material, destinando espaços para descarte de plásticos, madeiras, ferros, vidros, cerâmicas, papéis, orgânicos, etc.

Vale lembrar que materiais específicos, como madeira e gesso, devem ser colocados em caçambas separadas. Caso contrário eles não terão seu fim correto.

Para tentar conscientizar ainda mais, lembro que o material desperdiçado agride o meio ambiente duas vezes: primeiro em sua produção, e segundo na própria sobra. Você sabia que a indústria cimenteira é uma das mais poluidoras do mundo?

Para finalizar, a famosa frase: EVITE DESPERDÍCIOS!

E esta frase não precisa ser relembrada somente quando o assunto é obra, mas sim em nosso cotidiano. Afinal um mundo sustentável fará bem à todos!!

Um documento que guiará possíveis dúvidas sobre os resíduos de obras é a Resolução CONAMA nº 307, de 05 de julho de 2002. Ela estabelece diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil.

 

Precisa construir ou reformar, e quer profissionais capazes e que minimizem ao máximo o desperdício?

Conte a Arabika Engenharia para lhe ajudar! Somos uma empresa de engenharia apta a lhe auxiliar no que precisar.

Abraço, equipe Arabika.

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Tubulação PEX: agilidade e limpeza na obra!

Você já ouviu falar em tubulação PEX?

A tubulação PEX é uma tubulação flexível fabricada em polietileno reticulado, material característico por possuir alta resistência à temperatura, pressões, reações químicas e deformações, além de ter um desempenho hidráulico muito eficiente. Esta tubulação é utilizada como condutores de água quente e fria (inclusive no mesmo tubo), ar condicionado e gás natural ou GLP.

A utilização deste material é extremamente fácil, e são indicados para todos os tipos de obra, como alvenaria convencional ou estrutural, drywall, woodframe, EPS expandido, etc. No entanto o projeto deve ser corretamente adequado ao seu uso, para evitar problemas futuros.

Instalação

A instalação da tubulação PEX é muito simples e não precisa de muitas ferramentas. A tubulação pode ser cortada do tamanho exato conforme a necessidade, e para seu corte é utilizada uma tesoura corta-tubos. Isso facilita o processo porque evita o uso de curvas e conexões na instalação, gerando economia de material e menor tempo de execução.

Para as conexões podem ser utilizados um alargador ou prensa, conforme a necessidade, e também uma ferramenta para deslizar o anel metálico sobre o tubo, gerando automaticamente estanqueidade mecânica entre o cano e a conexão. Há a possibilidade de utilizar kits prontos conforme a necessidade, o que facilita ainda mais o processo.

Uma opção que é muito útil, é a utilização de tubos camisa para a instalação, os quais podem ser as próprias mangueiras de instalação elétrica. Estes tubos são colocados respeitando o projeto hidráulico, e posteriormente passa-se por dentro deles a tubulação PEX.

Em determinados pontos do imóvel instalam-se caixas de distribuição com os divisores, os quais geram os ramais diretos para cada ponto de água, gás ou ar condicionado. Desta maneira é possível realizar a troca da tubulação toda sem precisar quebrar a parede, bastando apenas puxar a tubulação com defeito e colocar a tubulação nova.

Vantagens

Existem muitas vantagens com a utilização deste material, mas as principais são a facilidade de instalação e de manutenção. Esses tubos são vendidos em rolos de 100 ou 50 metros (o que facilita muito o transporte, o armazenamento e o manuseio quando comparado com barras de encanamento) e podem ser cortados no tamanho que for necessário, diminuindo o uso de conectores e evitando a perda de material.

Um fator importante é que, por serem flexíveis, eles não necessitam de curvas, joelhos, cotovelos ou qualquer outra peça para fazer as curvas da instalação. A própria tubulação PEX se molda conforme a necessidade.

A junção deles é feita por conectores sem a necessidade de uso de cola, o que permite desmontar o sistema e reutilizá-lo em outro local, inclusive os conectores. Vale lembrar também que por terem curvas mais abertas, diminuem consideravelmente a perda de carga durante o uso.

Um detalhe desta tubulação é que ela pode ser conectada em tubulações convencionais de PVC, não necessitando da substituição completa da tubulação antiga do imóvel. Elas também são muito resistentes e não sofrem corrosões com o tempo, o que garante uma vida útil de pelo menos 50 anos, pois não são afetadas nem por aditivos do cimento.

Restrições ao uso

Apesar de serem poucas e totalmente previsíveis, existem restrições ao uso da tubulação PEX.

Por se tratarem de tubulações flexíveis, eles não podem ser feitos em grandes diâmetros, pois desta forma eles perderiam flexibilidade e não seria possível realizar as curvas necessárias. Em casos de obras de edifícios, que necessitam de entrada maior de volume de água, as tubulações PEX são utilizadas somente no interior do apartamento. Ou seja, a chegada da água até o relógio do apartamento deve ser conduzida por tubulação convencional com o referido diâmetro calculado no projeto.

A fixação deve ser muito bem feita para que fique bem presa no interior das paredes. Isso deve-se a possibilidade de movimentação da tubulação somente com a sua utilização, por se tratar de tubos muito flexíveis.

E por último devemos lembrar que estas tubulações são feitas para uso interno, sem o contato direto com a luz solar. Caso isto seja necessário deve-se utilizar a tubulação PEX que contém bloqueadores ultravioleta.

Custo benefício

Agora vem a dúvida de sempre: este sistema á muito funcional e fácil, mas justamente devido à isso ele deve ser muito mais caro!

Se formos falar somente dos valores gastos com o material PEX, realmente ele sai mais caro. Porém se colocarmos no papel todos os gastos com tubulação convencional, o PEX sai vencedor.

Isso se deve a soma de todos os valores gastos, como mão-de-obra, tempo de execução, logística, armazenamento e manutenção. E além disso tudo, a economia e a praticidade em possíveis problemas futuros, pois caso seja necessário reparar algum encanamento não é necessário quebrar paredes para isso.

Ainda existem dúvidas sobre tubulação PEX?

Entre em contato com a Arabika. Somos uma empresa de engenharia apta a lhe orientar e retirar todas as suas dúvidas.

Abraço, equipe Arabika.

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Equipamentos de Proteção Individual. Sua empresa usa?

Para que Equipamentos de Proteção Individual?

Cabe sempre lembrar que, antes de qualquer obra, trabalhamos com pessoas. Por trás de qualquer ferramenta de trabalho tem um homem de família manipulando-a. E justamente por isso devemos nos precaver de qualquer acidente ou incidente, e a melhor maneira é utilizando os equipamentos de proteção individual.

Aqui estamos falando do caso específico de construção civil, mas os EPIs devem ser usados em todos os trabalhos que possam trazer algum tipo de risco para o trabalhador, como em fábricas e indústrias.

O que são Equipamentos de Proteção Individual?

Os EPIs são dos mais variados tipos, dependendo de qual trabalho será realizado. Segundo a Norma Regulamentadora (NR) 06, em seu artigo 6.1.1, “Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”. Ou seja, o EPI deve proteger o trabalhador o máximo possível, evitando acidentes e doenças ocupacionais, os quais podem afetar não só a capacidade de trabalho, mas também a vida fora dele.

Quando utilizá-los?

Os EPIs protegem contra diversos tipos de acidentes, e devem ser utilizados conforme a necessidade. Por exemplo, não há a necessidade de utilizar cintos para trabalho em altura se o colaborador for executar o reboco de uma parede do andar térreo.

Como citado, a proteção feita pelos EPIs dependerá da atividade e dos riscos possíveis. Da mesma forma, deve ser usado conforme as partes do corpo que se pretende proteger, como proteção auditiva, respiratória, visual, facial, cabeça, membros superiores, membros inferiores, e contra quedas.

Obrigações

A obrigação do fornecimento nos EPIs é da empresa contratante, de forma gratuita, em perfeito estado de uso e conservação, e adequado conforme o risco envolvido. Caso algum item seja danificado, deve ser realizada a troca imediatamente.

Além do fornecimento, a empresa contratante tem o dever de exigir o uso por parte dos seus funcionários. É extremamente importante ressaltar essa parte da cobrança por parte da empresa, pois ocorrem situações em que o colaborador deixa de usar o EPI por motivo fúteis, como por pensar que não é necessário ou que o EPI atrapalha em algumas atividades. A negativa de uso do EPI pode ser até motivo de demissão por justa causa.

Por outro lado, o funcionário deve zelar pela guarda e conservação do material, utilizá-lo somente para a finalidade específica e avisar ao empregador qualquer dano que tenha ocorrido ao equipamento.

Uma dica é confeccionar um “recibo de recebimento” na hora de entregar os EPIs para os funcionários. Neste recibo deve constar que o funcionário recebeu os equipamentos em perfeito estado de uso e que deve zelar pelo equipamento, e também deverá utilizá-lo todo o momento que estiver no trabalho. Deve também constar que caso haja extravio, seja imediatamente informado ao responsável pelo fornecimento do EPI para a reposição antes de continuar o trabalho. E por fim guardar o recibo com a assinatura do funcionário, para um possível contratempo.

Cuidados ao adquirir

Na hora de adquirir o EPI devem sem tomados os devidos cuidados para que não sejam comprados materiais fora das normas. Caso isso ocorra, pode ser que o equipamento não cumpra sua finalidade em um possível acidente de trabalho. Para isto existe o Certificado de Aprovação (CA), o qual é emitido pelo Ministério do trabalho e estabelece o prazo de validade do teste do CA do equipamento. Este prazo normalmente é de 5 anos após a emissão do CA, e deve ser verificado e respeitado na hora da compra e também na hora do uso.

Existem sites que permitem verificar a certificação e a validade do EPI, e um deles é o do próprio Ministério do Trabalho. Basta apenas informar alguns dados constantes no próprio EPI, e com isso pode-se verificar diversos itens como fabricante, tipo de proteção e validade.

Nunca é tarde para colocar em prática

Enfim, como dissemos no início do texto, antes de qualquer obra trabalhamos com pessoas. E sempre tem alguém esperando o seu retorno para casa com saúde e segurança. Então não podemos economizar em fornecer e cobrar o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual.

Como diz a frase: “Prevenção de acidentes é vida!”.

Tem dúvida sobre Equipamentos de Proteção Individual? Entre em contato conosco! Somos uma empresa de engenharia capaz de orientar e habilitar o seu local de trabalho conforme as normas de segurança.

Abraço, equipe Arabika.

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Vamos conversar sobre acessibilidade?

Por que acessibilidade?

Você já se imaginou no lugar de quem necessita de uma atenção especial? Já tentou sentar em uma cadeira de rodas e andar pelas ruas da sua cidade? Ou tampar os ouvidos e tentar se comunicar apenas com gestos das mãos? Ou então vendar os olhos e andar com uma bengala bastão em qualquer lugar que seja, até mesmo dentro da sua própria casa? Tenho certeza que não será nada fácil! Só quem já sentiu na pele pode explicar como é difícil. São apenas nestas horas que vemos para que serve a acessibilidade.

E é justamente para isso que existem leis e normas específicas para atenderem aos portadores de necessidades especiais. E o seu local de trabalho está adaptado? O prédio o qual você mora é acessível? A rua que você trafega está conforme as leis e normas?

Para responder estas perguntas devemos nos basear principalmente em dois regulamentos: o Decreto Nº 5.296/2004 (que regulamenta as Leis nº 10.048 e 10.098, ambas de 2000) e a ABNT NBR 9050:2015 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, a qual “…estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quanto ao projeto, construção, instalação e adaptação do meio urbano e rural, e de edificações às condições de acessibilidade”.

Mas por que estamos falando de acessibilidade em um site de engenharia? Simples: os profissionais responsáveis pela confecção dos projetos conforme as normas de acessibilidade e execução das obras, segundo os projetos, são os engenheiros e arquitetos, os quais devem estar em dia com estas normas!

Decreto nº 5.296

O próprio artigo 10 do Decreto Nº 5.296, em seu parágrafo 1º, cita: “Caberá ao Poder Público promover a inclusão de conteúdos temáticos referentes ao desenho universal nas diretrizes curriculares da educação profissional e tecnológica e do ensino superior dos cursos de Engenharia, Arquitetura e correlatos.”

Além disso, como consta nos parágrafos 1º e 2º, do artigo 13, do Decreto Nº 5.296, para a concessão de alvará de funcionamento ou de sua renovação para qualquer atividade, e para a emissão de “habite-se” ou habilitação equivalente “, devem ser observadas e certificadas as regras de acessibilidade previstas neste Decreto e nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT.”

E as normas não citam que devem ser atendidas apenas em determinados locais, como bancos, filas prioritárias em mercados ou assentos reservados em transportes coletivos, mas sim em todos os momentos do nosso cotidiano, como por exemplo habitações multifamiliar (sim, seu prédio deve estar dentro das normas), empresas (esta mesma que você trabalha, mesmo que não tenha colaboradores portador de necessidades especiais trabalhando com você) e parques da cidade. A própria instituição de ensino que você ou seu filho estuda, deve estar dentro das normas. Os elevadores que você usa devem estar dentro das normas.

NBR 9050:2015

E como verificar se estão dentro das normas? A nossa referência neste item é a ABNT NBR 9050:2015. Ela cita todos os parâmetros que devem ser adotados para qualquer tipo de obra ou reforma. Nela estão disponíveis todas as medidas e sinalizações obrigatórias para todos os tipos de ambientes que a obra poderá ser feita, desde as larguras de corredores e portas para cadeirantes, até as placas com símbolos internacionais de acessibilidade, passando pelas medidas exatas que devem ser obedecidas para a escrita Braile. Tem inclusive placas que raramente são vistas, como a sinalização de área de resgate para pessoas com deficiência e o símbolo internacional de pessoas com deficiência auditiva.

E uma curiosidade: você sabia que na bengala bastão dos deficientes visuais existem cores para ajudar a identificar? Sim, e cada cor representa uma dificuldade: a branca representa a perda total de visão, a verde representa baixa visão, e a vermelha e branca representa perda de visão e surdez. Fiquemos mais atentos, e assim poderemos ajudar melhor a quem precisa!

Estatuto da Pessoa com Deficiência

Aliado à essas leis e normas já citadas, existe ainda a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Esta lei é “…destinada a assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”, conforme cita seu artigo 1º. É nela que estão destrinchados assuntos como os direitos fundamentais das pessoas com deficiência; a acessibilidade na sociedade; e da pessoa com deficiência perante à lei, crimes e infrações.

A intenção deste texto não é apenas conscientizarmos a “nos colocar” no lugar de pessoas com necessidades especiais, mas sim mostrar que é lei e deve ser respeitada. O cotidiano de pessoas especiais já não é fácil, então imagine aliar isso à falta de cumprimento das normas feitas para diminuir os empecilhos destas pessoas?

E aí, vamos facilitar a acessibilidade?

Cabe então a nós fazermos a nossa parte, tanto como profissionais na área e na confecção dos projetos, quanto no nosso dia a dia, auxiliando estas pessoas e cobrando dos locais que usamos para que se adaptem conforme as leis e normas.

Tem dúvidas sobre acessibilidade? Ou quer adaptar seu local de trabalho ou sua habitação multifamiliar conforme as normas? Entre em contato com a Arabika. Somos uma empresa de engenharia apta a te ajudar!

Abraços, equipe Arabika.

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