Equipamentos de Proteção Individual. Sua empresa usa?

Para que Equipamentos de Proteção Individual?

Cabe sempre lembrar que, antes de qualquer obra, trabalhamos com pessoas. Por trás de qualquer ferramenta de trabalho tem um homem de família manipulando-a. E justamente por isso devemos nos precaver de qualquer acidente ou incidente, e a melhor maneira é utilizando os equipamentos de proteção individual.

Aqui estamos falando do caso específico de construção civil, mas os EPIs devem ser usados em todos os trabalhos que possam trazer algum tipo de risco para o trabalhador, como em fábricas e indústrias.

O que são Equipamentos de Proteção Individual?

Os EPIs são dos mais variados tipos, dependendo de qual trabalho será realizado. Segundo a Norma Regulamentadora (NR) 06, em seu artigo 6.1.1, “Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”. Ou seja, o EPI deve proteger o trabalhador o máximo possível, evitando acidentes e doenças ocupacionais, os quais podem afetar não só a capacidade de trabalho, mas também a vida fora dele.

Quando utilizá-los?

Os EPIs protegem contra diversos tipos de acidentes, e devem ser utilizados conforme a necessidade. Por exemplo, não há a necessidade de utilizar cintos para trabalho em altura se o colaborador for executar o reboco de uma parede do andar térreo.

Como citado, a proteção feita pelos EPIs dependerá da atividade e dos riscos possíveis. Da mesma forma, deve ser usado conforme as partes do corpo que se pretende proteger, como proteção auditiva, respiratória, visual, facial, cabeça, membros superiores, membros inferiores, e contra quedas.

Obrigações

A obrigação do fornecimento nos EPIs é da empresa contratante, de forma gratuita, em perfeito estado de uso e conservação, e adequado conforme o risco envolvido. Caso algum item seja danificado, deve ser realizada a troca imediatamente.

Além do fornecimento, a empresa contratante tem o dever de exigir o uso por parte dos seus funcionários. É extremamente importante ressaltar essa parte da cobrança por parte da empresa, pois ocorrem situações em que o colaborador deixa de usar o EPI por motivo fúteis, como por pensar que não é necessário ou que o EPI atrapalha em algumas atividades. A negativa de uso do EPI pode ser até motivo de demissão por justa causa.

Por outro lado, o funcionário deve zelar pela guarda e conservação do material, utilizá-lo somente para a finalidade específica e avisar ao empregador qualquer dano que tenha ocorrido ao equipamento.

Uma dica é confeccionar um “recibo de recebimento” na hora de entregar os EPIs para os funcionários. Neste recibo deve constar que o funcionário recebeu os equipamentos em perfeito estado de uso e que deve zelar pelo equipamento, e também deverá utilizá-lo todo o momento que estiver no trabalho. Deve também constar que caso haja extravio, seja imediatamente informado ao responsável pelo fornecimento do EPI para a reposição antes de continuar o trabalho. E por fim guardar o recibo com a assinatura do funcionário, para um possível contratempo.

Cuidados ao adquirir

Na hora de adquirir o EPI devem sem tomados os devidos cuidados para que não sejam comprados materiais fora das normas. Caso isso ocorra, pode ser que o equipamento não cumpra sua finalidade em um possível acidente de trabalho. Para isto existe o Certificado de Aprovação (CA), o qual é emitido pelo Ministério do trabalho e estabelece o prazo de validade do teste do CA do equipamento. Este prazo normalmente é de 5 anos após a emissão do CA, e deve ser verificado e respeitado na hora da compra e também na hora do uso.

Existem sites que permitem verificar a certificação e a validade do EPI, e um deles é o do próprio Ministério do Trabalho. Basta apenas informar alguns dados constantes no próprio EPI, e com isso pode-se verificar diversos itens como fabricante, tipo de proteção e validade.

Nunca é tarde para colocar em prática

Enfim, como dissemos no início do texto, antes de qualquer obra trabalhamos com pessoas. E sempre tem alguém esperando o seu retorno para casa com saúde e segurança. Então não podemos economizar em fornecer e cobrar o uso correto dos Equipamentos de Proteção Individual.

Como diz a frase: “Prevenção de acidentes é vida!”.

Tem dúvida sobre Equipamentos de Proteção Individual? Entre em contato conosco! Somos uma empresa de engenharia capaz de orientar e habilitar o seu local de trabalho conforme as normas de segurança.

Abraço, equipe Arabika.

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Vamos conversar sobre acessibilidade?

Por que acessibilidade?

Você já se imaginou no lugar de quem necessita de uma atenção especial? Já tentou sentar em uma cadeira de rodas e andar pelas ruas da sua cidade? Ou tampar os ouvidos e tentar se comunicar apenas com gestos das mãos? Ou então vendar os olhos e andar com uma bengala bastão em qualquer lugar que seja, até mesmo dentro da sua própria casa? Tenho certeza que não será nada fácil! Só quem já sentiu na pele pode explicar como é difícil. São apenas nestas horas que vemos para que serve a acessibilidade.

E é justamente para isso que existem leis e normas específicas para atenderem aos portadores de necessidades especiais. E o seu local de trabalho está adaptado? O prédio o qual você mora é acessível? A rua que você trafega está conforme as leis e normas?

Para responder estas perguntas devemos nos basear principalmente em dois regulamentos: o Decreto Nº 5.296/2004 (que regulamenta as Leis nº 10.048 e 10.098, ambas de 2000) e a ABNT NBR 9050:2015 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, a qual “…estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quanto ao projeto, construção, instalação e adaptação do meio urbano e rural, e de edificações às condições de acessibilidade”.

Mas por que estamos falando de acessibilidade em um site de engenharia? Simples: os profissionais responsáveis pela confecção dos projetos conforme as normas de acessibilidade e execução das obras, segundo os projetos, são os engenheiros e arquitetos, os quais devem estar em dia com estas normas!

Decreto nº 5.296

O próprio artigo 10 do Decreto Nº 5.296, em seu parágrafo 1º, cita: “Caberá ao Poder Público promover a inclusão de conteúdos temáticos referentes ao desenho universal nas diretrizes curriculares da educação profissional e tecnológica e do ensino superior dos cursos de Engenharia, Arquitetura e correlatos.”

Além disso, como consta nos parágrafos 1º e 2º, do artigo 13, do Decreto Nº 5.296, para a concessão de alvará de funcionamento ou de sua renovação para qualquer atividade, e para a emissão de “habite-se” ou habilitação equivalente “, devem ser observadas e certificadas as regras de acessibilidade previstas neste Decreto e nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT.”

E as normas não citam que devem ser atendidas apenas em determinados locais, como bancos, filas prioritárias em mercados ou assentos reservados em transportes coletivos, mas sim em todos os momentos do nosso cotidiano, como por exemplo habitações multifamiliar (sim, seu prédio deve estar dentro das normas), empresas (esta mesma que você trabalha, mesmo que não tenha colaboradores portador de necessidades especiais trabalhando com você) e parques da cidade. A própria instituição de ensino que você ou seu filho estuda, deve estar dentro das normas. Os elevadores que você usa devem estar dentro das normas.

NBR 9050:2015

E como verificar se estão dentro das normas? A nossa referência neste item é a ABNT NBR 9050:2015. Ela cita todos os parâmetros que devem ser adotados para qualquer tipo de obra ou reforma. Nela estão disponíveis todas as medidas e sinalizações obrigatórias para todos os tipos de ambientes que a obra poderá ser feita, desde as larguras de corredores e portas para cadeirantes, até as placas com símbolos internacionais de acessibilidade, passando pelas medidas exatas que devem ser obedecidas para a escrita Braile. Tem inclusive placas que raramente são vistas, como a sinalização de área de resgate para pessoas com deficiência e o símbolo internacional de pessoas com deficiência auditiva.

E uma curiosidade: você sabia que na bengala bastão dos deficientes visuais existem cores para ajudar a identificar? Sim, e cada cor representa uma dificuldade: a branca representa a perda total de visão, a verde representa baixa visão, e a vermelha e branca representa perda de visão e surdez. Fiquemos mais atentos, e assim poderemos ajudar melhor a quem precisa!

Estatuto da Pessoa com Deficiência

Aliado à essas leis e normas já citadas, existe ainda a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Esta lei é “…destinada a assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”, conforme cita seu artigo 1º. É nela que estão destrinchados assuntos como os direitos fundamentais das pessoas com deficiência; a acessibilidade na sociedade; e da pessoa com deficiência perante à lei, crimes e infrações.

A intenção deste texto não é apenas conscientizarmos a “nos colocar” no lugar de pessoas com necessidades especiais, mas sim mostrar que é lei e deve ser respeitada. O cotidiano de pessoas especiais já não é fácil, então imagine aliar isso à falta de cumprimento das normas feitas para diminuir os empecilhos destas pessoas?

E aí, vamos facilitar a acessibilidade?

Cabe então a nós fazermos a nossa parte, tanto como profissionais na área e na confecção dos projetos, quanto no nosso dia a dia, auxiliando estas pessoas e cobrando dos locais que usamos para que se adaptem conforme as leis e normas.

Tem dúvidas sobre acessibilidade? Ou quer adaptar seu local de trabalho ou sua habitação multifamiliar conforme as normas? Entre em contato com a Arabika. Somos uma empresa de engenharia apta a te ajudar!

Abraços, equipe Arabika.

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Construção com containers
Barbearia Moustache

Construção com containers

Containers, eis a questão!

Os containers são utilizados para transportarem os mais diversos itens em seu interior, desde produtos agrícolas e medicamentos até roupas e animais. São estruturas muito fortes e práticas, capazes de transportar 30 toneladas e serem facilmente armazenados e empilhados nos portos e depósitos pelo mundo.

Porém, como tudo tem seus ônus e bônus, os containers também têm um lado comprometedor. Um container pode resistir a mais de 100 anos, mas sua vida útil gira entre 8 e 10 anos. E então o que fazer com os outros 90 anos de duração, tendo em vista que são caixas metálicas que podem agredir a natureza enquanto não são totalmente decompostas? Sem contar do alto custo para por um fim a um container usado, sendo maior do que comprar um novo.

Por esses e outros motivos, que os containers precisam ter outras finalidades após sua “aposentadoria”. E uma que tem sido bastante utilizada, é a construção com estas caixas de transporte. Mas para construir é necessário ter todo um cuidado, desde a escolha correta dos containers e do local da obra, até suas manutenções pós obra.

A escolha dos parâmetros

Para iniciar a construção sem problemas, é necessário escolher um terreno que consiga receber os containers, as carretas e o guindaste que irá posicioná-lo no local. Para isto o local deve ser espaçoso e sem árvores ou postes de luz para permitir o trabalho do guindaste. Juntamente com a escolha do terreno é importante que também seja feita uma escolha minuciosa de cada container, e para isso contamos com a placa de identificação CSC.

Esta placa é a identidade do container, e através dela podemos verificar por onde o container “viajou” e o que carregou em seu interior (se tiver carregado produtos químicos ou algo que possa ser prejudicial, é melhor escolhermos outro container). Além disso, também é necessário verificar toda a sua estrutura para ver se existem amassados, cortes ou pontos de ferrugem. Uma dica é entrar no container de dia e fechar as portas. Com isso pode-se notar os furos ou cortes através da luz que entra.

Cabe ressaltar que existem diversos tipos e tamanhos de containers, específicos para cada tipo de carga que irão carregar. Para o uso em construções, os mais indicados são os containers High Cube “dry” e “reefer”, por serem os mais tradicionais e fáceis de construir.

Por onde começar

Após a escolha dos itens acima, podemos finalmente começar a obra! Mas nunca se esqueça de contar com profissionais especializados no assunto. Construir com containers é mais rápido, barato e limpo do que alvenaria convencional. No entanto se a equipe não souber construir da forma correta e acabar por danificar alguma parte, os prejuízos serão grandes.

A fundação pode ser feita de maneira simples, apoiando somente os quatro cantos de cada container. Se o solo for bem firme e for somente um container de altura, há a possibilidade de apoiar os cantos sobre dormentes de trilhos de trem (com as quatro faces em ótimas condições de uso), pois são madeiras de lei fabricadas para suportar grandes pesos por um longo período de tempo.

As instalações hidrossanitárias e elétricas devem ter suas pré ligações já feitas antes de posicionar os containers, porque após a alocação dos mesmos, será muito difícil entrar por baixo deles para realizar tais ligações, pois após colocados em seus locais, somente guindastes poderão erguê-los novamente.

Após a fundação pronta e os containers apoiados, começamos as adaptações e reformas. Deve ser feita uma lavagem completa por dentro e por fora, e realizar um tratamento anticorrosivo. Para adaptar os containers, as paredes são retiradas ou recortadas (para receber aberturas como portas e janelas) conforme o projeto arquitetônico. Estes cortes podem ser feitos com máquinas de corte à plasma que, apesar de serem mais caros, geram um corte mais perfeito e reduzem o tempo de trabalho.

Devemos sempre relembrar que devem ser contratados profissionais especializados neste tipo de obra, pois caso corte alguma parte estrutural do container, ele terá sua capacidade completamente comprometida.

Acabamentos

Após os recortes feitos, é a vez dos acabamentos, como as soldas para correções necessárias, pinturas e forrações (quando solicitado) internas e externas. As forrações internas podem ser feitas com drywall preenchido com algum isolante térmico, como lã de pet ou lã de rocha. Cabe ressaltar que o aço do container irá dilatar de maneira diferente do gesso do drywall, devendo ser colocado silicones e fitas conforme a necessidade em locais específicos, como as junções de placas e acabamentos entre estes dois materiais.

Uma dica para evitar forrações internas e deixar a aparência mais rústica, é colocar os containers em lugares protegidos do sol, como sombras de árvores ou construções vizinhas. Para amenizar o calor internamente pode-se cobrir o teto por fora com telhado verde. As plantas irão isolar termicamente e ainda darão mais beleza.

Outra dica é a ventilação cruzada, pois é muito indicada para deixar o ambiente mais fresco. Para o acabamento externo, deverá ser feito o lixamento do aço e o cobrimento com um fundo preparador, antes de realizar a pintura com tintas específicas para materiais metálicos. As divisórias internas podem ser feitas com drywall ou reaproveitando as próprias paredes que foram recortadas lá no início, deixando ainda mais rústico. O piso do container é feito com madeira de lei, e é altamente resistente ao tráfego, podendo ser reformado e utilizado de forma aparente.

Instalações hidrossanitárias e elétricas

Como já citado, as pré-instalações já devem estar feitas, e agora deverão ser ligadas com as instalações internas.
Os tubos e conexões poderão ser instalados por dentro das forrações do container, mas se o mesmo não for forrado, aqueles poderão ficar aparentes.

As ligações hidrossanitárias poderão ser feitas todas por baixo, sendo ligadas diretamente em seus pontos de uso, e as instalações elétricas deverão passar pelos dutos específicos devidamente protegidos, pois devemos lembrar que os containers são feitos de metal, sendo um excelente condutor de eletricidade. E justamente por este motivo, é necessário um sistema contra raios e a realização de aterramento da parte elétrica.

As portas e janelas podem ser utilizadas da mesma forma que alvenaria comum, desde que tenham seus recortes devidamente feitos pelo serralheiro.

Os acabamentos devem ser feitos com materiais específicos, como o poliuretano, para contribuírem para a impermeabilização e suportarem as vibrações que os containers sofrerão por serem caixas metálicas apenas apoiadas no solo.

Feito isso tudo, basta realizar o acabamento externo conforme o projeto, como o acesso aos containers e o paisagismo.

Engenharia Civil em Curitiba

Manutenções nos containers

Para aumentar a vida útil da sua obra, as manutenções devem ser periódicas e detalhadas. Pequenos furos ocorridos por choques contra os containers ou pontos de ferrugem que não foram sanados, poderão permitir a entrada de água da chuva e prejudicar toda a parte interna, principalmente se a forração for de drywall.

 

Este post foi um breve resumo de como construir com containers. Existem muitos detalhes que não foram comentados aqui, mas caso tenha dúvidas de como construir com containers, entre em contato com a Arabika.
Somos uma empresa de engenharia apta a conduzir sua obra sustentável, desde os projetos até a entrega das chaves.

Abraços, equipe Arabika.

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Engenheiro civil, por que contratá-lo para a minha obra?

Quando se fala em obra, uma das primeiras coisas que vem à cabeça é os custos elevados que terão que ser pagos ao engenheiro.

E se eu te disser que o custo com um engenheiro civil gira em torno de 0,5 a 0,8% do custo da obra? Isso mesmo, menos de 1% da sua obra! E esta margem somente em cima dos gastos de mão-de-obra e material, sem inserir os custos do terreno e documentações. Ah! E já contando com o acompanhamento do engenheiro em toda a obra.

Caso opte somente pela confecção dos projetos (arquitetônico, estrutural, hidráulico, elétrico e etc.), e confiar a obra para que o seu mestre-de-obras siga os projetos confeccionados pelo engenheiro, o custo com engenheiro será menor, menos de 0,3% do custo final.
Novamente caso insira o valor do terreno e da documentação, este custo será ainda menor, podendo chegar a menos de 0,1% do custo final.

E essas porcentagens se mantêm independentemente do tamanho da construção, pois o valor cobrado pelo engenheiro é baseado na metragem quadrada da obra.

Ainda não te convenci a contratar um engenheiro civil?

Ok! Vamos lá! Vou te mostrar que ao “gastar” com um engenheiro para sua obra, você irá economizar bastante ao final dela. Isso mesmo! Você “gasta” com um engenheiro, mas ao fazer as contas no final da obra, você verá que economizou mais do que se tivesse feito sem engenheiro. E além disso, com certeza evitará dores de cabeça desnecessárias, as quais um engenheiro poderá evitá-las antes mesmo que ocorram.

Antes de construir qualquer imóvel do zero, ou simplesmente aumentar o seu imóvel já existente, é de importância fundamental que sejam consultados dois documentos da sua cidade: a guia amarela e o código de obras do município. Estes serão os “gurus” para a obra correta e a averbação do seu imóvel. Vou traduzir o que isso tudo significa.

Guia amarela

A guia amarela irá informar o que pode ser construído no terreno, conforme diversos fatores diretamente proporcionais à localização do terreno. Talvez você já tenha se perguntado: por que neste bairro não tem prédios? Por que nesta região da cidade só tenham prédios baixos? Ou por que não tem nenhuma indústria no meu bairro? Ou por que tem que existir grama no imóvel ao invés de a obra ocupar todo o terreno, para que possa ser maior?

Todas essas e outras perguntas podem ser respondidas baseando-se na guia amarela do seu imóvel. Ela irá dizer o que pode ser construído no terreno; a altura do imóvel (sim, se pode ser casa térrea, sobrado, prédio de até 4 andares, etc., tudo isso baseado nos limites da Anatel e da Aeronáutica. A guia amarela lhe informa até o que a aeronáutica lhe permite construir, devido à proximidade de aeroportos e zonas de tráfego aéreo, e a limitação da Anatel para que não prejudiquem as transmissões das ondas sonoras de telecomunicação no interior da cidade); a taxa de ocupação (o quanto pode ser utilizado do terreno conforme a projeção); a taxa de permeabilidade (o quanto deve ser deixado com grama para que a água da chuva possa ser absorvida e evitar alagamentos e enchentes); etc.

Para citar como exemplo, em Curitiba conseguimos a guia amarela gratuitamente no site da prefeitura municipal. Basta apenas ter em mãos a Inscrição imobiliária ou a Indicação Fiscal, presentes no talão de IPTU do imóvel.

Código de obras

Já o código de obras irá lhe informar outros fatores que não constam na guia amarela, pois o código é mais abrangente e segue as mesmas regras para a cidade toda, não dividindo em zonas como a guia amarela. Neste documento pode ser conferido itens como o recuo obrigatório da frente dos imóveis; o que é preciso respeitar para fazer janelas nas laterais dos imóveis; a área que será computada conforme o tamanho dos beirais e sacadas; etc.

O código de obras pode ser obtido no site de leis municipais de Curitiba.

E são nestas duas regulamentações que os engenheiros se baseiam para confeccionar os projetos e executar a obra. Afinal você já imaginou construir toda a sua obra e no final ter que alterar algum item fundamental como retirar uma janela, diminuir um beiral, ou em casos piores, ter que recuar sua casa 2 metros para trás? Pois é, se tiver um engenheiro desde o início da obra ele irá te orientar e projetar conforme as normas vigentes. Ah sim, e caso a obra não tenha projetos confeccionados conforme as normas vigentes e aprovados na prefeitura, a área construída não poderá ser averbada na matrícula do imóvel, o que consequentemente irá prejudicar bastante em uma venda do mesmo.

Economia de material

Outro item que será evitado em sua obra é o desperdício de material e/ou uso incorreto dos materiais. Já se foi a época em que bastava construir com vigas e pilares enormes e fazer paredes grossas para evitar problemas futuros.

Um dos principais objetivos de um engenheiro é construir com o melhor custo benefício! Para cada tipo de obra serão realizados os estudos necessários para que se construa com o mínimo de material e o máximo de segurança possíveis. O engenheiro realizará todos os cálculos necessários para que se tenha uma obra mais econômica com toda a segurança necessária. E claro, principalmente para evitar retrabalhos na execução, o que gera mais custos e tempo desperdiçado.

Evitando incômodos futuros

E quer evitar futuras dores de cabeça? Contrate um engenheiro civil para acompanhar a sua obra! Ele saberá orientar os construtores em cada tipo específico de obra. Afinal a experiência deve andar lado a lado com a inovação.

Por mais que o mestre de obras saiba muito sobre a parte prática, a constância da atualização de métodos e materiais construtivos pelo engenheiro é fundamental para implantar a segurança necessária com a economia certa. Desta forma serão evitados incômodos futuros com a construção, como rachaduras, infiltrações, desprendimento de cerâmicas, e outros.

Engenheiro civil, a pessoa certa para sua obra!

E então, te convenci que o engenheiro não é o vilão do seu orçamento?
Somando todos os gastos que podem ocorrer durante e após a obra concluída, com certeza a contratação de um engenheiro será o menor deles!

Ainda tem dúvidas? Entre em contato com conosco. Somos uma empresa de engenharia pronta para te ajudar a economizar com segurança.

Abraços, equipe Arabika.

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